Marcos Breda – Ator e astrólogo

(Imagem – Arquivo pessoal)

Ele é ator, locutor, produtor, diretor, professor, kartista, capoeirista e astrólogo, juntos conheceremos um pouco mais desse profissional incrível Marcos Breda.

Marcos Breda

Marcos Breda viveu inúmeros personagens na Tv, no teatro e cinema, hoje compartilha conosco um pouco do seu começo e seus novos projetos.

Entrevista

Em que momento o Marcos despertou o desejo em atuar?

R.:Na verdade faz muito tempo. Me lembro nitidamente. Eu nem era ator. Muito pelo contrário era estudante de engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Eu tinha 17 anos e um dia fui no teatro assistir um espetáculo de um grupo carioca chamado Asdrúbal Trouxe o Trombone e a peça chamava se Trate me Leão e aquilo foi uma revelação, eu nunca tinha assistido nada em teatro que me tivesse arrebatado. Aquilo foi um arrebatamento e fiquei maravilhado fiquei sedado com toda aquela explosão de criatividade, talento e alegria que aquele grupo carioca trazia para o palco do Teatro presidente em Porto Alegre.

Os atores eram jovens cariocas, era Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna, Hamilton Vaz Pereira, era muita gente uma galera talentosa, Nina de Pádua, Patrícia Travassos. Enfim foi naquela noite quando eu saí daquele teatro que pela primeira vez na minha cabeça passou a ideia de ser ator, e que acabou começando alguns anos depois em 1980 quando eu comecei a ensaiar uma peça infantil chamada coração de cristal que acabou não dando em nada, a peça não conseguiu estrear, mas em 1981 exatamente 40 anos atrás eu comecei a ensaiar um espetáculo chamado Marat Sade de um dramaturgo alemão chamado Pete Gervais e com a direção do Nestor Monastério um argentino que mora até hoje em Porto Alegre. E esse foi o meu primeiro espetáculo exatamente 40 anos atrás de um trabalho de um caminho que eu nunca parei. São 40 anos trabalhando como ator, trabalhei no teatro cinema e televisão e eu amo muito a profissão. Gosto muito de fazer o que eu faço mesmo de coração.”

De todas as obras já realizadas, qual personagem foi a mais desafiadora ao interpretar?

R.: “Em cada veículo teve um especial, o que foi mais desafiador em cinema. Sem dúvida nenhuma foi o Feliz ano velho que eu rodei em 1986 baseado no romance homônimo do Marcelo Rubens Paiva e é um personagem que enfim sofre um acidente e fica tetraplégico. E a história do filme gira em torno da viagem externa e interna desse personagem em direção a ele mesmo. Eu fazia o protagonista foi meu primeiro protagonista no cinema. Foi um trabalho que mudou literalmente o rumo da minha vida.

Eu saí de Porto Alegre fui morar em São Paulo para fazer esse filme, lá vim morar no Rio de Janeiro e 34 anos se passaram e eu continuo aqui no Rio de Janeiro. Mas tudo começou por conta desse longa metragem Feliz ano velho que provocou a minha saída de Porto Alegre e a mudança para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro. Em teatro eu acho que de todos os personagens que eu já fiz na vida Arlequim Servidor de Dois Patrões foi um projeto pessoal meu que eu produzir e que eu protagonizei, foi um personagem mais incrível, mais prazeroso e tesudo de fazer, uma coisa extraordinária. Estreamos em 2002 e ficamos dois anos viajando pelo Brasil todo fazendo Arlequim.

Arlequim e uma medalha no coração. Uma coisa que eu fiz com tesão, com o maior prazer com alegria e tenho maior orgulho de ter esse espetáculo na minha trajetória como ator e como produtor. Em televisão, puxa vida foram tantos, mas teve um personagem, uma novela que provavelmente quase ninguém viu, que era uma novela da Band chamada Paixões Proibidas onde eu fazia um serial killer. Veja você, um serial killer absolutamente sofisticado que viveu no século 18 e era um personagem extraordinário. Me lembro que tinha decorado toneladas de texto tive que me preparar muito para fazer essa novela porque o personagem por ter essas características de serial killer me exigiu uma investigação profunda sobre como compor um personagem com essas características.”

(Imagem – Arquivo pessoal)

Com a pandemia muitos projetos foram adiados e novos surgiram, esse cenário te possibilitou dar atenção para algum projeto novo?

R.: “Esse cenário me possibilitou a dar atenção a muitos projetos novos, eu estou ensaiando duas peças de teatro ao mesmo tempo online que vão ser disponibilizadas por streaming. No meio dessa pandemia comecei a trabalhar como locutor gravando em casa áudio livros, montei um estúdio dentro do armário do meu quarto pra poder fazer dublagem, locução e áudio livros, e quando no final do ano começou a flexibilizar as regras do lockdown, rodei um filme em novembro no Rio de Janeiro, um outro filme em São Paulo no mês de dezembro e rodei um documentário em São Paulo em janeiro, então no meio da pandemia continuei trabalhando como locutor e como ator fazendo cinema. No ano de 2020 eu fiz quatro longas metragens uma coisa incrível, um eu fiz em janeiro antes de começar a pandemia, um outro chamado Distrito 666 em julho, fiz um chamado Luli em novembro e um outro chamado cordialmente teus em dezembro. Fora os áudio livros que eu gravei, e o trabalho de astrólogo que eu comecei durante a pandemia.”

Como surgiu o interesse pela astrologia?

R.: “Eu comecei a estudar astrologia em 1987 quando eu dividia apartamento em São Paulo com Caio Fernando Abreu, e estudei mais de 30 anos e trabalhei sempre de uma maneira mais afetiva amadora. Mas eu comecei a trabalhar com isso profissionalmente e comecei a viver disso também agora no meio da pandemia na metade do ano, e de lá para cá foram mais de duzentos clientes. Um aprendizado extraordinário, uma porta que se abriu na minha vida e que eu não pretendo mais fechar porque é uma coisa que eu gosto tanto quanto de ser ator, é trabalhar como astrólogo, trabalhar essa linguagem extraordinária de autoconhecimento.

Enfim, essa pandemia foi uma fonte de desgraça, de tristeza e de terror para um monte de gente e para mim também. Mas no meio disso tudo eu consegui aprender e abrir algumas possibilidades o que não tornou essa pandemia menos horrível. Foi apenas a maneira que eu encontrei de tentar sobreviver apesar disso tudo, não vou ficar glamurizando a pandemia. Para mim não tem nada de glamoroso, a pandemia é um horror. Morreram mais de 230 mil brasileiros até agora e não dá para fazer nenhum tipo de brincadeira em cima disso. Mas apesar de todo esse horror a gente tem que sobreviver e eu encontrei maneiras de sobreviver fazendo coisas que eu gosto. O que é uma dádiva um privilégio. E eu sou muito grato por isso tudo.

(Imagem – Arquivo pessoal)

Te convido a conhecer mais sobre o trabalho de astrólogo do Marcos Breda pelo instagram, sempre tem vídeos, mensagens, depoimentos.

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comCarinhoMariaUlhoa
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2 Comentários
  1. Muito bom… Parabéns!!!

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