Vanessa Lima – Apresentadora e Repórter


(Imagem: arquivo pessoal)

Como um passe de mágicas ela surge em nossas casas todos os dias, nos mantêm bem informados e dedica por algumas horas sua atenção e companhia, tenho a honra em entrevistar a apresentadora e repórter Vanessa Lima.

Maria Entrevista – Vanessa Lima

A TV é uma caixa mágica para muitos, onde nos leva a sonhar ou imaginar e até mesmo pensar que trabalhar nesse meio não teve ou não tem dificuldades reais ou que tudo foi questão de sorte. Hoje vamos bater um papo com a apresentadora e repórter Vanessa Lima, conhecer um pouco da sua vida e do processo que ela passou para alcançar seus sonhos.

Entrevista

Conhecemos a Vanessa Lima repórter, mais quem é a Vanessa?

R.: ¨A Vanessa é uma brasiliense filha de um cearense e de uma goiana que se encontraram em Brasília em busca de uma vida melhor.¨

Como foi sua infância?

R.: ¨Cresci na QNL, em Taguatinga, onde passei grande parte da infância brincando na rua e no pilotis do prédio onde morava. Bete, queimada e bicicleta eram os meus favoritos. Também tive um cachorro que marcou minha infância. Gostava tanto de animais que uma vez até adotei um que vivia na rua. Dei banho, mas o dono apareceu lá em casa para buscar. Foi quando ganhei meu 1º cachorro. Sting! Um vira-lata peludão, dourado e dos olhos cor de mel. Ele fazia sucesso no bairro.

Apesar de não viver mais na QNL, até hoje tenho uma ligação forte com o lugar, onde minha vó mora. É um bairro familiar. Muita gente se conhece. E o melhor é ainda encontrar amigos com quem brincava aos 5 anos de idade.¨

Em que momento da vida nasceu a vontade em ser repórter?

R.: ¨Era tímida, mas sempre quis trabalhar em tv. Percebia que na minha casa meus pais paravam tudo para ver o jornal que passava à noite. Era preciso ficar em silêncio. Descobri que informação era importante e ainda na infância falei pra minha mãe que queria ser apresentadora de tv. Até colocava as primas pra me ver apresentando o jornal com notícias que eu mesma inventava. Quando não tinha primas, apresentava para as bonecas e ursos de pelúcia.¨

Foi um processo fácil?

R.: ¨Cresci determinada. Minha mãe ainda me alertou: não é uma área fácil. Não é mesmo, mas eu busquei desde sempre. Fiz vestibular. Não passei na Unb. O jeito foi estudar numa particular. Católica, na época. Fiz um semestre lá e a mensalidade pesou. Dava aulas de alfabetização num projeto da universidade para ganhar desconto. Depois passei num concurso para ser agente de saúde da dengue. Tive que transferir o curso pra noite.

O salário ia quase todo para pagar a faculdade. Decidi tentar transferir para uma universidade pública. A UFG, Universidade Federal de Goiás, tinha uma vaga, que conquistei depois de fazer uma prova e concorrer com uns 10 candidatos. Concluí o curso em Goiânia, onde comecei a trabalhar numa rádio. O rádio me ajudou a ter improviso.

Tive pessoas maravilhosas que me ajudaram muito também. Principalmente no início. Me formei em 2002 e em 2003 começava o sonho de trabalhar em tv. A primeira emissora foi a TV Brasil Central, que pertence ao governo do estado de Goiás. Uma vaga que só conquistei depois de um teste com mais 2 repórteres. Fiz coberturas importantes como um especial sobre os 30 anos do Césio -137, o maior acidente radiológico do país.

Em 2007 comecei a trabalhar na Record Tv Goiás. Passei pela reportagem, apresentação e edição. Em 2011 voltei para Brasília e continuei no grupo Record Tv. Na capital federal participei de coberturas importantes como Copa do mundo, Impeachment e eleições presidenciais. Hoje trabalho diariamente na cobertura da Presidência da República.

Apesar do cenário político dominar a maior parte do noticiário, o jornalismo local na capital federal também já me permitiu a produção de lindas reportagens de comportamento. Sem falar no drama dos menos favorecidos que tantas vezes mostrei na TV. Aliás, lançar luz para um lado que poucos querem ver e outros até buscam esconder é uma das mais nobres missões do jornalista.

Contamos histórias, tocamos o coração das pessoas, cobramos solução de quem é capaz de resolver problemas e e corrigir injustiças. E em tempos de fake news a importância do jornalista profissional só aumenta. Uma profissão em transformação, mas cada vez mais necessária quando feita com responsabilidade e compromisso com a verdade.¨

Qual conselho você daria para os jovens de hoje?

R.: ¨Para quem sonha em ser jornalista de tv é bom procurar um fonoaudiólogo ainda durante a faculdade. Isso vai ajudar, por meio exercícios específicos, a preparar a voz e a postura para o vídeo. Também é bom lembrar que trabalhar aos finais de semana e aos feriados é normal. Enquanto a família fica em casa, estamos lá atrás das notícias. E nos mais diferentes horários. Eu passei um tempo acordando às 3h e meia da manhã. Às 5h chegava na emissora e às 6h30 estava no estúdio. O corpo não se acostuma, mas a vontade de levar a notícia, de ajudar uma pessoa na solução de um problema, de cobrar melhorias a quem tem o poder de resolver, vale todo o sacrifício.¨

(Imagem: arquivo pessoal)

Vanessa gratidão, sua história é um sopro de esperança e inspiração de que quando trabalhamos em prol de realizar um sonho tudo acontece e que Deus coloca pessoas certas no caminho.

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comCarinhoMariaUlhoa
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4 Comentários
  1. Vanessa Lima é uma das pessoas mais inteligentes, doce e delicada que conheço. Uma mulher e ser humano lindo.Parabéns pela escolha e linda entrevista deste meio de comunicação.

  2. Bom dia Vanessa as vezes vejo sua reportagem e fico feliz de saber que tem ainda repórteres como você só posso te dizer continua sendo está pessoa que você e

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